Na madrugada, a insônia. Na escuridão, apenas a iluminação da tela. Interrompendo o silêncio, a moto na rua. Palavras soltas, sentimentos misturados. Continuo forçando meu olho a ficar fechado, na tentativa do sono me encontrar, ou volto a ligar o computador e arrisco novas ideias? Escolho pela segunda opção. Me parece bem mais interessante, apesar de arriscada. Tento clarear o que vem à minha mente agora, tento escolher um pensamento dentre os milhares que acontecem ao mesmo tempo. A noite sempre foi assim pra mim, é a hora em que meu cérebro definitivamente não quer descansar, muito pelo contrário. Perdi a conta de quantas vezes pensei em trocar de verdade a noite pelo dia, e algumas vezes até o fiz! Mas imagine, quem acredita que daria certo? No meu caso, não seria uma má ideia. A noite é calma, é silenciosa, é aconchegante; ela seria capaz de oferecer ótimas condições pro que eu faço durante o dia: estudar. A noite aguça meus sentidos, desperta minha curiosidade, me intriga! Ninguém pra ver, ninguém pra ouvir e, o mais importante, ninguém pra falar. Só eu e minha paz, o mundo dorme, quase escuto meu pensamento. Me perco no tempo, me afogo na cama, volto ao passado, adianto o futuro... e contemplo o presente. Ah, e como agradeço pelo meu presente. Assisto os filmes dos melhores momentos que tenho aqui na memória, mentalizo meus dias, minhas alegrias, arrisco até um sorriso perdido no escuro. Ah, a noite! Minha eterna paixão, a maior cúmplice das minhas ideias.